Dezembro Vermelho: entenda mais sobre HIV/Aids e onde fazer o teste no Cariri


Este mês marca a campanha “Dezembro Vermelho” de conscientização e combate à Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). No dia 1° a Associação Caririense de Luta contra Aids em parceria com a Associação pela Diversidade e Inclusão (Acedi) iniciou oficialmente a campanha, que segue até o fim do mês com ações na região. 

Com o objetivo de sensibilizar a população sobre os mecanismos de prevenção e diagnóstico para o HIV/AIDS, a Associação traz como tema da campanha deste ano: “A Prevenção é sempre a melhor opção”. As atividades acontecem em parceria com o SESC Juazeiro, Secretaria Estadual de Saúde e outros.

Durante o “Dezembro Vermelho”, a Associação vai intensificar a oferta da testagem rápida para detecção do HIV. Como ação de prevenção da infecção, haverá reforço nas ações de educação em saúde e da distribuição de preservativos e géis lubrificantes durante as atividades. 

Gabriel França, presidente da Acedi, explica que os testes rápidos podem ser realizados em qualquer Unidade Básica de Saúde (UBS) das cidades, mas também podem ser realizados no Centro de Infectologia do Crato e no Hospital Tasso Ribeiro Jereissati (Estephânia), em Juazeiro do Norte. 

O presidente da Acedi afirma que o mês não é só de luta, mas também de intensificação das ações contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), Aids/HIV, que já ocorrem durante o ano. “Trabalhamos todo o ano e não podemos parar nenhum momento”, afirma Gabriel França. 

Transmissão versus prevenção 
Como o HIV, vírus causador da Aids, está presente no sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno, a doença pode ser transmitida de várias formas, como sexo sem camisinha (vaginal, anal ou oral), de mãe para o filho (quando não há acompanhamento especializado), compartilhamento de seringa ou agulha contaminada, instrumentos que furam ou cortam contaminados e não esterilizados, como alicates e até piercings e transfusão de sangue contaminado com o HIV. É importante frisar que o vírus não é transmitido por abraços, apertos de mão ou beijos. 

Os primeiros sintomas da doença podem ser facilmente confundidos com um mal-estar ou resfriado, podendo apresentar febre, tosse seca, manchas na pele, calafrios, diarreia, aumento dos linfomas (ínguas) e dor de garganta. Por isso é importante fazer o teste que permite a verificação da infecção, disponível no Sistema Público de Saúde (SUS). 

O Ministério da Saúde reforça que o uso do preservativo é a melhor forma de prevenção contra a doença. 

Aids versus orientação sexual 
Gabriel explica que, hoje em dia, os dados de pessoas com HIV não se ligam mais diretamente com a orientação sexual, como o preconceito popular leva muitas vezes a pensar. 

“Isso é mentira, o Ministério da Saúde no Setor de Infecções tem as chamadas Populações-Chaves que estão na área de risco das ISTs/HIV/Aids, então a população LGBT não é a única população que está nesse grupo”, afirma Gabriel. 

Dados epidemiológicos 
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos o número de mortes pela doença caiu 22,8%, de 12,5 mil em 2014 para 10,9 mil em 2018. Apesar dos números positivos, o Ministério da Saúde acredita que 135 mil pessoas vivem com HIV no Brasil e não sabem. 

No Ceará, entre janeiro e novembro de 2019, já foram notificados 1.417 novos casos de HIV e 559 casos novos de Aids. Também foram registrados 132 óbitos relacionados. A maior prevalência foi para as faixas etárias de 15 a 49 anos de idade. 

HIV versus Aids 
Portar o vírus do HIV não significa diretamente desenvolver a Aids. Isso porque, apesar de a Aids ser gerada a partir da contaminação com o vírus, nem todos os contaminados a desenvolvem. Para evitar o surgimento da Aids, é necessário que as pessoas com o vírus do HIV iniciem o tratamento o quanto antes. 

Se desenvolvida, a Aids faz com que a pessoa tenha baixa dos linfócitos (sistema imunológico baixo), e fique de “portas abertas” para várias contaminações como tuberculose e hepatite. 

Ainda não há cura para a infecção pelo vírus HIV, mas há remédios que podem reduzir drasticamente a progressão da doença, deixando o vírus indetectável no corpo, ou seja, não podendo ser transmitido por relação sexual, e a pessoa não irá desenvolver Aids. 

Hoje é possível viver normalmente com HIV, pela evolução do diagnóstico e do tratamento, que também diminuiu os efeitos colaterais dos medicamentos.

(Fonte: Site Badalo)

Fonte: Gazeta Cariri

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